MATURAÇÃO DO BETÃO, O QUE É?
A resistência de de uma mistura de betão depende da temperatura a que esteve sujeito e do tempo de cura. Tempos de cura mais longos e temperaturas mais elevadas levam a que a resistência se desenvolva mais rapidamente. O método da maturação tem em consideração a combinação destes dois factores e permite estimar a resistência do betão através do histórico da temperatura de cura.
As bases deste conceito já são conhecidas desde o início do século XX, mas só em 1950 é que este fenómeno foi estudado cientificamente e foi publicado o primeiro trabalho sobre o assunto. Fruto da investigação sobre o conceito da maturação do betão, a “American Society for Testing and Materials” (ASTM) publicou, em 1987, a primeira versão de uma norma sobre a aplicação prática da avaliação da maturação do betão.

O Método da Maturação tem por base uma teoria bastante simples: a exposição do betão a temperaturas mais elevadas resulta numa taxa de hidratação mais elevada (e, em consequência, um desenvolvimento mais rápido da resistência). Pelo contrário, se o betão é exposto a temperaturas mais frias, hidrata mais lentamente.
Em resumo: uma mistura de betão com um mesmo índice de maturação apresenta a mesma resistência independentemente das variações de temperatura a que esteve sujeita e do tempo que demorou a atingir esse índice.
O cálculo do índice de Maturação pode ser efectuado através de um dos dois métodos de cálculo:
Factor de Tempo-Temperatura (Nurse-Saul): baseia-se na acumulação do tempo decorrido e do histórico de temperatura.
Idade Equivalente (Equação de Arrhenius): para além do tempo decorrido e do histórico de temperatura considera também o facto de a hidratação do betão não ser uma função linear.