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sexta-feira, 18 de Maio de 2012
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AVALIAR A MATURAÇÃO DO BETÃO, PORQUÊ?

A abordagem tradicional de avaliar a resistência desenvolvida por uma estrutura de betão através de provetes curados nas "mesmas circunstâncias" que a estrutura real, é vulgarmente utilizada para programar as actividades da construção. O Método da Maturação faz uso do conceito básico de que as propriedades do betão se desenvolvem com o tempo à medida que o cimento hidrata, ao mesmo tempo que esta reacção liberta calor.

A taxa de desenvolvimento da resistência na fase inicial está fortemente relacionada com a taxa de hidratação. Por sua vez, o calor gerado pela reacção de hidratação contribui para o aumento da temperatura do betão, facto este que é considerado pelo Método da Maturação.

Em 1920, foi publicada a norma ASTM C31, “Instruções para o fabrico e cura de provetes de betão”. Posteriormente, em 1927, a ASTM publicou o trabalho de R.B. Young que questiona o método dos provetes – tese que persiste até hoje. E. Cohen, presidente da ACI, escreve em 1972 que “este método [dos provetes] (…) necessita de melhorias significativas. O normal provete padrão é útil para testar e seleccionar a composição da mistura, é no entanto um péssimo procedimento para o controle de qualidade”. Conclusão idêntica é publicada em 1976 por Ramakrishnan: "a ideia de que os provetes representam o betão na obra é incorrecta e impede o desenvolvimento de conceitos mais realísticos e económicos.” Os provetes isolados, na esmagadora maioria dos casos, deturpam os valores reais da resistência desenvolvida pelo betão da estrutura.

 

Preparação, manuseamento e ensaios
A manipulação dos provetes têm impacto nos resultados dos testes que se venham a efectuar. 
Os provetes podem ser preparados de forma inadequada, mal manuseados e/ou ensaiados, o que pode conduzir a que os resultados dos ensaios de flexão/compressão indiquem valores de resistência inferiores aos reais, causando atrasos na programação do trabalho.

Diferença de condições ambientais
As diferenças entre o meio envolvente em que estão os provetes e aquele a que está sujeita a estrutura têm um impacto significativo na taxa de desenvolvimento da resistência. As temperaturas de cura para os provetes em laboratório e em obra raramente reproduzem fielmente as condições de cura do betão da estrutura. A evolução da temperatura será naturalmente diferente devido às diferenças entre as condições ambientais, da geometria, das características térmicas e do volume das massas. Em consequência, a taxa de desenvolvimento da resistência será necessariamente diferente. Considerações de ordem económica e de segurança nas actividades da construção (descofragem, pós-tensionamento, escoramento, etc.) requerem que a avaliação da resistência desenvolvida pelo betão seja o mais exacta possível.

Diferenças de volume e geometria
As diferenças geométricas entre os provetes e o betão na estrutura leva a que existam diferenças significativas na evolução da temperatura e, consequentemente, nas taxas de desenvolvimento da resistência. Volumes maiores retêm maior quantidade de calor. Os provetes contêm um volume muito pequeno de betão, mas em comparação, a área da sua superfície é grande. Este coeficiente do volume em relação à área de superfície significa que tem uma menor capacidade de reter calor. Esta diferença, em termos de propriedades térmicas comparativamente com uma estrutura real, significa que os provetes desenvolvem resistência a um ritmo muito diferente do betão de estrutura real. Os processos tradicionais em que são utilizados os provetes penalizam tanto o dono de obra, como o empreiteiro, não considerando o calor adicional que é retido pela estrutura e o correspondente ganho no desenvolvimento de resistência.

 
Tudo isto são factores que custam tempo e dinheiro!
 
Não importa se a estrutura está exposta a um ambiente mais frio ou mais quente, ou se ocorrem grandes amplitudes térmicas, o sistema avalia todo o histórico da temperatura e fornece dados precisos que permitem dispor de um protocolo de validação em obra, tanto para decisões sobre o andamento da obra como para decisões relacionadas com a garantia de qualidade. 
Não importa qual a forma da estrutura (pilares, vigas, lajes, pavimentos, plataformas elevadas, etc.) o sistema fornece informação em obra e em tempo real, sobre a qualidade do betão, que é crítica para o desenrolar da obra e para determinar a segurança e a oportunidade de poder avançar para as etapas seguintes. 
Poder avaliar e documentar o desenvolvimento da resistência do betão em obra e em tempo real, é um aspecto que faz toda a diferença.

 

  
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